quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Imperdível para amantes da língua portuguesa e professores.Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade' Por Clarice Zeitel Vianna Silva UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência...Exagero de escassez... Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter,a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos... Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho? Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que terminou a faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'. Obs: A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Variação lingüística.

Variação lingüística são as diferenciações que a nossa própria língua portuguesa permite em sua compreensão.
Concordando com a posição da colega de curso Sandra Campelo complemento com o meu entendimento de que a variação linguística é a responsavel pelo sucesso de uma comunicação entre duas pessoas onde uma é oriunda do sul do país e a outra (podendo ser do norte ou não) de qualquer outro lugar do Brasil, durante uma conversa qualquer, ter que ouvir constantemente o gaúcho pronunciar o "bah tchê", "isso é tri legal", " e aí piá", e entre outros pronunciamentos regionalista consegue entender (não com muita facilidade) o quê o gaúcho está querendo dizer. Esta situação serve para qualquer outro brasileiro que queira se comunicar com outra pessoa brasileira de uma região diferente da sua irá vivenciar esta situação peculiar que é a de se confrontar com outros "vocábulos" que, a princípio, parece que são incompreensíveis mas depois, dentro de uma forma meio que automática, termina sendo compreendido porque o vocábulo não permanece solto no ar mas sim preso a uma determinada oração que permite o sucesso da comunicação. Entendo isto como sendo variação lingüística.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Avaliação do curso.



O curso de Linguagem e Escrita oferecido pela E.A.P.E., sob a direção dos orientadores Lenita e Maurício, chegou ao final atingindo os seus objetivos.

Concluo essa minha análise amparado pelo próprio material didático do curso onde se percebe claramente que a finalidade do curso não era formar o cursista em um "mestre ou doutor na Língua Portuguesa", mas sim permitir condições para que o cursista entendesse e pudesse usufruir das inúmeras possibilidades de comunicação na Língua Portuguesa de forma clara, isto é, poder criar mensagens que fossem compreendidas por completo sem permitir uma dualidade de interpretações e, com isso, facilitando a comunicação entre o comunicador e o(s) receptador(es) a ponto de obter a resposta correta da comunicação ou questionamento. Neste sentido o curso apresentou em seus fascículos diversas situações corriqueiras da má comunicação existente e, portanto, responsável pela má compreensão e conseqüente resposta.

O curso abordou os fascículos de uma forma sistemática que permitiu ao cursita uma preparação antecipada de seus conteúdos permitindo, assim, um colóquio da turma baseado no tema e gerando com isso uma discussão entre os cursistas (dentro das posssibilidades) seguida de uma conclusão do assunto. Registro isso porque nem sempre foi e nem é possível determinar uma única forma de resposta para certa situação ortográfica, morfológica (principalmente com suas classes gramaticais), morfossintaxe, semântica (com os seus "significantes e seus significados). Aliás este não era o objetivo do curso, isto é, não era objetivo formar o cursista em um "conhecedor profundo" da Língua Portuguesa mas sim, permitir que o participante conhecesse, compreendesse e soubesse usufruir corretamente das ferramentas que a Lingua Portuguesa põe à sua disposição.

Finalmente aponto que o curso para mim foi muito bom até porque me apontou "alguns" erros praticados em minhas atividades diárias e também permitiu que eu compartilhasse "algumas" destas situações para os colegas com a finalidade de perceber uma melhor solução para estas atividades vivenciadas. E mesmo com as minhas ausências, devido à necessidade de participar de outras atividades determinadas pela Equipe de Coordenação da escola onde trabalho, entendo que finalizei o curso conquistando os objetivos esperados que era manusear a Língua Portuguesa de uma forma melhor e mais próxima da escrita correta. Mas vejo ainda que há muito que se melhorar... a começar pelas vírgulas que, em muitas vezes, insistem em ficar fora do lugar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Letramento digital... o quê é isto?



O letramento digital é a forma usada para a comunicação entre duas ou mais pessoas através das máquinas. É isto mesmo! Até porque para haver uma comunicação entre um ser humano é um terminal digitalizador (a máquina onde digitamos que pode ser o computador, o caixa eletrônico do banco, o celular, o palm top e outros) é necessário que haja alguém do outro lado da comunicação, fazendo o papel de receptador e/ou transmissor além de um programa (desenvolvido para este fim) que permita uma comunicação concreta entre as partes permitindo assim que uma determinada transação (comercial ou não) seja realizada.

Quanto às formas, estas podem possuir diferentes modelos. Por exemplo: O jovens que fazem parte assiduamente do mundo cibernético optam por uma linguagem de código mais "enxugada", isto é, eles simplificam as palavras como se a "língua portuguesa fosse uma operação matemática" e onde as consoantes e até mesmo as vogais, sem seguir um critério ortográfico segundo a gramática e em sua forma coloquial, desaparecem com a maior facilidade. Não tenho fundamento teórico para condenar "essa forma de comunicação cibernética" mas tenho a franqueza e a facilidade para afirmar que este "jeito/modelo" de comunicação é como se fosse uma "segunda língua" que os nossos cidadãos (crianças e adultos) estão usufruindo e, muito deles, com a maior facilidade. Acrescento ainda que a tendência quantitativa dos usuários dessa "nova linguagem" é aumentar a cada dia que passa. Se isso é bom ou ruim creio que só o futuro vai nos dizer. No entanto ouso afirmar que seria muito interressante pesquisar com mais afinco esta tendência, se é que assim podemos dizer desta "nova comunicação" e, ao mesmo tempo, participar dela até para podermos tratar de "igual para igual" os "letrados digitalizados desta situação peculiar". Eu, por exemplo, já comecei a participar e despeço-me agora com algumas palavras dessa "nova linguagem": Ke vcs tbm tenham 1 dia legal. Bjs.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Hoje nós tivemos a oportunidade de usufruir da Sala de Informática do E.C. 20 durante o curso da EAPE. Essa tia bonitona que está sorridente é a professora Leni que , inclusive, dá aula para o meu filho Ismael. Ela, com certeza, está incrementando o seu blogger.


Nesta outra foto temos outros colegas de curso trabalhando em seus respectivos blogger's. A Áurea e o Léo juntamente com a Zenaide aparecem em primeiro plano. Os demais estão super ocupados.

Essa foto foi tirada no Centro Educacional 02 de Ceilândia Norte.
Faz-me lembrar dos bons momentos em que tive o privilégio de estudar nesta escola.








Quem imaginaria que "aquele quintal" se transformaria em um lindo e bem cuidado jardim... Com o tempo mudou e para muito melhor.





Desta árvore eu tenho vaga lembraças... ela era tão pequenininha... mas o tempo passou e, com certeza, foi necessário cortá-la para evitar um estrago ou perigo maior. O bom é que colocaram outras árvores em seu lugar.
Quero ressaltar que estas três fotos marcaram o fim do nosso curso da EAPE que aconteceu nas dependências do C.E. 02.









segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A turma em sala de aula (horário do silêncio).


Na nossa escola há o "momento do silêncio" que acontece logo após o recreio escolar. É um momento mágico onde os alunos (depois de correrem e gritarem bastante) tem um momento para se aquietarem ao som de uma boa música orquestrada que envolve toda a escola e poderem, aos poucos, retomarem ao clima de aula de uma forma mais tranqüila até ao término do expediente.

Ao fundo da sala está o Armário do Ciências em Foco onde guardamos o nosso material (Rochas e Minerais).